Deep Purple - Burn

10 de abril de 2011
Curtam agora um dos melhores clássicos do Rock N´Roll, para fechar o seu domingo com chave de ouro!

Sexo...e Rock'n Roll

9 de abril de 2011

"Para que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos."
Com o grito de guerra "Sexo, Drogas e Rock'n Roll", o Rock ficou marcado com inúmeros roqueiros levados por overdoses, pais preocupados com a influência do som e shows vetados para menores por serem perigosos (com homens alterados por substâncias químicas). Apesar de toda essa história entrelaçada, vários roqueiros renunciaram a cultura das drogas, como Pete do The Who, que escreveu "Jai Baba" para os Rolling Stones.
Os jovens roqueiros, no início de seus tempos, encontraram nos narcóticos a "saída e libertação" para as pressões sociais que impunham sobre eles. Bons costumes e abstinência, para os jovens dos anos dourados, eram males que deveriam ser combatidos com música e LSD. Como desafiar os velhos sem ficar doidão? Como esquecer da vida vagaba? Tudo louco, tudo agitado, tudo rock e heroína. 
Essa cena aos poucos está sendo revertida por bons roqueiros. Tequila Baby, ao invés de cervejas e outras drogas, joga água para os fãs durante os shows. E vocês acham que Bono usa drogas? A saúde de Jagger também não permite isso. 
"Queria ser um baseado 
Para nascer em seus dedos, morrer em seus lábios, 
E fazer sua cabeça"
Um tema que os Beatles abordaram com toda a clareza, principalmente através das canções de John Lennon, é o das drogas. "Tomorrow never knows" é uma canção psicodélica, ou seja, produzida pelo efeito de alucinógenos; nesse caso, segundo uma declaração de Paul McCartney, LSD. Ácido lisérgico. A letra foi inspirada em cantos de monges budistas e no livro The Psychodelic Experience, de um professor da Califórnia chamado Timothy Leary. Como praticamente todos os grupos daquela época, os Beatles também experimentaram a onda das drogas e, como nesse caso, refletiram essas experiências em suas músicas. 
Era muito frequente essa ligação entre drogas, religiões alternativas e gurus. Acho que é importante a gente compreender que nos anos 1960 as drogas eram como um experimento do que muitos deles consideravam tentativas de ampliar a imaginação, as possibilidades de percepção, uma idéia já proposta há décadas por intelectuais e escritores, como o inglês Aldous Huxley. Também temos que nos lembrar que tudo isso fazia parte da cultura da época do "Paz e Amor", o movimento pacifista, os hippies. A coisa virou logo depois, muito rápido, quando começou a morrer muita gente, músicos como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Tim Buckley, um monte de gente jovem e talentosa naufragada em overdoses. Além dos que, como se dizia na época, "fritavam"; faziam uma viagem da qual nunca voltavam, ficavam meio abobalhados
Falando em psicodélico e talentos que naufragaram, não podemos esquecer de Syd Barrett do Pink Floyd, no começo liderava a banda, fazia os vocais e tocava guitarra e outros instrumentos mais exóticos, que compunham a atmosfera psicodélica do grupo. Ele teve uma passagem meteórica pela banda, pois, depois do primeiro disco (The Piper at the Gates of Dawn), começou a sofrer convulsões e apresentar sinais de instabilidade mental por causa do uso constante de LSD e outras drogas alucinógenas. 
Sid Vicious afundou uma carreira promissora por Nancy e as drogas. E Bob Marley? Acho que todo mundo conhece essa história.
O bagulho é o seguinte: rock'n roll é liberdade, e as drogas são uma prisão. A histórias então aí e os grandes roqueiros deixaram seu legado e seus exemplos. Você pode ir num show, ter a melhor noite da sua vida, gritar e curtir e ao acordar na manhã seguinte, se lembrar de todos os grandes momentos e não ter uma puta dor de cabeça.
Dá pra acreditar? 
Fontes: Almanaque do Rock-Kid Vinil; Leo e as Caixas de Música.


Esse post foi feito pela nova escritora do Rock-Ladies, a Fer, dona do Cafofo Online!

Dicionário do Rock: Garbage

7 de abril de 2011




Garbage é uma banda de rock formada na cidade de Madison (Wisconsin), nos Estados Unidos, em 1993. Integrada por Shirley Manson, Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson.





A formação
Butch Vig convidou Shirley para um ensaio por telefone. "Eu nem sabia quem eles eram", relembra Shirley. Ela disse para a gravadora que "Um tal de Butch Vig ligou" e eles a incentivasse a aceitar o convite. "Mas eu não estava interessada em ensaios. Eu trabalho com pessoas que amo, onde existe uma quimica e uma visão comum. A música é uma extensão de mim mesma eu não posso combinar com qualquer um", dizia Shirley. Mas quando o Angelfish estava fazendo turne pelos EUA, Shirley resolveu ensaiar com o Garbage. "Ela estava nervosa, nós estavamos nervosos...", lembra Marker, "e foi um desastre". Mas, segundo Butch "ela teve coragem de voltar. A última coisa que nós queriamos era alguém que pudéssemos manipular". Butch ainda fala: "para algumas letras ela dizia: eu não posso cantar essa porcaria". "Ela desafiou nossa ideia!", continua Marker. "Se continuasse só nós, escreveriamos letras sobre carros e cerveja", afirma Duke.

Assim, depois de muitos ensaios e letras sendo re-escritas por Shirley, o repertório do primeiro álbum estava pronto. Entretanto, o lançamento do disco foi demorado. Primeiro, a banda resolveu lançar alguns singles de edições limitadas, sendo o primeiro dele da música "Vow", que vinha numa caixa de metal. Em seguida, lançaram "Queer" uma das canções mais desafiadoras da banda. A mesma passou a ter destaque na midia, inicialmente Butch Vig era quem ganhava mais atenção (pelo seu trabalho como produtor), mas logo o carisma e a figura de Shirley Manson se colocaram a frente e ela passou a se tornar a figura central da banda. O álbum de estreia, chamado apenas de "Garbage" foi finalmente lançado no final de 1995. O disco foi imediatamente aclamado pela criticas tendo os singles "Only Happy When It Rains", "Stupid Girl" e "Milk" que, ao poucos foram conquistando o público. O som do álbum mesclava rock com elementos de música eletrônica, o que até hoje, é uma marca registrada da banda. O disco atingiu a marca de 3 milhões de cópias vendidas (sendo 1 milhão apenas nos EUA) e depois de uma bem sucessida turnê, o Garbage resolveu dar um tempo para depois voltar em estúdio e começar as gravações de seu segundo álbum. Como os três produtores são muito perfeccionistas, novamente o álbum demorou para sair, sendo lançado em 1998 sob o título "Version 2.0". À execeção da voz de Shirley, todo o restante desse disco foi gravado por meios eletrônicos e, posteriormente, os músicos tiveram que fazer o caminho inverso: aprender a tocar as músicas ao vivo como seus respectivos instrumenos. O single de "Push It" chegou a fazer parte da trilha sonora de vários filmes, como o famosoSegundas Intenções. Outras músicas como "I Think I'm Paranoid", "Special", "When I Grow Up", que fez parte da trilha sonora do filme O Paizão e "You Look So Fine" também fizeram sucesso, servindo para atestar a capacidade do grupo, que colocara no mercado uma continuação do Garbage, mas aperfeiçoada, afinada e muito mais rápida. O álbum foi um marco que acabou ganhando discos de ouro e platina, fora as já esperadas indicações para os prêmios musicais existentes. Version 2.0 foi um dos dez discos mais vendidos no mundo em 1998,e ainda foi indicado para dois Grammy Awards. Eles acabaram fazendo mais uma grande turne que durou 1 ano e meio passando por vários países, entre eles Austrália, África do Sul, América, Portugal e Inglaterra. Em Londres, eles gravam uma canção que integraria a trilha sonora do filme 007 - The World Is Not Enough. A canção, homômima ao filme, daria uma grande oportunidade ao grupo, pois quem nunca ouviu falar do quarteto passou a conhecê-los assim que o filme entrou em cartaz, mostrando todo o potencial da voz de Shirley Manson e a capacidade musical da banda. Após a gravação de The World Is Not Enough e ao final da turnê deVersion 2.0, a banda resolveu se retirar e começar a preparação para o terceiro álbum.



O fim da banda?
Após a turnê de Bleed Like Me, o futuro do Garbage se tornou um incógnita. Em 2007, eles lançaram uma coletânea de hits intitulada de "Absolute Garbage" tendo quase todos os hits da banda. Androgyny, Bad Boyfriend, Sex Is Not The Enemy e Run Baby Run não foram incluídas, mas outras B-Sides foram como #1 CrushThe World Is Not Enough, uma versão remixada de It's All Over But The Crying e uma música inédita: Tell Me Where It Hurts. Atualmente Shirley Manson está encenando como atriz e vilã da série The Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Foi confirmado através da vocalista Shirley Manson em seu perfil oficial do Facebook que ela passou uma semana no estúdio com sua banda . A notícia veio logo depois de Butch Vig receber um Grammy pelo álbum " 21st Century Breakdown " do Green Day. Também foi confirmado que o Smart Studios em Madison seria fechado em 2010 . Embora não tenha sido confirmado, a banda está insinuando que em 2010 eles vão começar a gravar novo material.


Curiosidades

  • A banda Garbage já teve duas músicas na série Gran Turismo: no GT1 para o PS1, foi escolhida "As Heaven is Wide", e para o GT2, foi seleccionada "I Think I'm Paranoid".
  • Uma das suas músicas mais ouvidas e que integram a trilha sonora do filme "Em seu lugar", com Cameron Diaz, é "Stupid Girl".
  • A música The World Is Not Enough é tema do filme de James Bond, The World Is Not Enough.
  • A banda Garbage teve a música "I Think I'm Paranoid" incluída no jogo Rock Band para Playstation 2 e 3 e Xbox 360.
  • A banda também teve a música "Only Happy When It Rains" incluída no jogo Guitar Hero 5 para Wii, Xbox 360 e Playstation 2 e 3.
  • Dave Grohl aparece tocando bateria na faixa Bad Boyfriend do álbum Bleed Like Me.

Como se vingar de vizinhos com péssimo gosto musical

4 de abril de 2011
Você está cansado do seu vizinho que adora tecno brega e passa o fim de semana todo ouvindo "Vou não quero não posso não minha mulher não deixa não?", chegou a hora de revidar à altura a tortura musical. Grave um CD com essa música e dê para ele ouvir!


Coca-cola e Oasis

3 de abril de 2011
Não entendeu o título do post? Para entender é bem simples. Quem já viu a nova propaganda da Coca-Cola, (que por sinal é linda), e gostou da música que as crianças cantam em coral, saiba que a música é do Oasis, e ficou demais!



Frases do Rock: Ozzy Osbourne

31 de março de 2011
Quadro novo no blog! Nesse quadro vou postar frases famosas de grandes astros do Rock.


Aproveitando a vinda do Príncipe das Trevas ao Brasil. Nada melhor como inaugurar o quadro com ele: OZZY OSBOURNE!
Ozzy, é uma figura muito polêmica, quando li seu livro: Eu sou Ozzy, pude conhecer melhor a vida do madman.
Aí vão algumas de suas melhores frases:

"Enquanto houverem garotos chateados o heavy metal continuará existindo".

"O Sabbath foi uma reação contra aquela merda toda de paz, amor e felicidade. Era só olhar em volta e ver que bosta de mundo a gente vivia."
(Ozzy Osbourne, 1970)

"Eu frequentei um psiquiatra por algum tempo. Ele fazia jogos com minha mente. Ele perguntava coisas como 'você se masturba'? E eu perguntava 'você respira'?"
(Ozzy Osbourne, 1975)

"Uma banda aparece e o publico a ajuda, mas quando atinge certo nível, começam a atacá-la."
(Ozzy Osbourne, 1971)

"Oh, não, eu nunca atirei em gatos! Uma vez, atirei num cavalo, pois eu gosto de atirar. Tenho várias armas em minha casa."
(Ozzy Osbourne, 1976)

"Uma vez eu fiz o sinal da paz e todo o publico fez também. Então passei a faze-lo sempre."
(Ozzy Osbourne, 1976)

"Eu entrei na banda para viajar, não para ser um rockstar. Eu nem pensava em gravar um disco quando fizemos o primeiro álbum. Depois eu só queria dizer 'olha mãe, olha o que fizemos - minha voz em um pedaço de plástico para sempre'."
(Ozzy Osbourne, 1985)


E nasceu um mito...

30 de março de 2011
No dia 30 de Março de 1945, o mundo viu nascer um mito. Um cara que revolucionaria o mundo, um cara que mais tarde viria a ser reconhecido como o "Deus da guitarra". Essa lenda do rock, se chama Eric Patrick Clapton,ou melhor dizendo Eric Clapton que hoje completa 66 anos.


Clapton nasceu em Ripley, na Inglaterra, Sua mãe era solteira e com 16 anos de idade. Foi criado pela sua avó e pelo marido desta, acreditando que eles eram seus pais e que sua mãe era sua irmã mais velha. Descobriu a verdade aos 9 anos de idade, e essa revelação foi um momento muito marcante na sua vida. Depois disso, ele deixou de se aplicar na escola e se tornou um garoto calado, tímido, solitário e distante de sua família.
Seu primeiro emprego foi como carteiro e, aos 13 anos de idade, pela sua insistência, ganhou seu primeiro violão de sua avó Rose. Apesar da dificuldade inicial de aprender a tocar o instrumento, quase desistindo, acabou se esforçando para tocar os primeiros acordes influenciado por canções antigas de blues, que tentava reproduzir. Em pouco tempo, já dedicava horas diárias ao aprendizado, e foi conseguindo dominar o instrumento.
Depois de completar o ensino básico, em 1962 Clapton fez um ano introdutório na Kingston School of Art, mas não continuou o curso. Em janeiro de 1963, indicado pela namorada do guitarrista Tom McGuinness, que fora sua colega no curso de artes, ingressou na banda The Roosters. Seus ensaios eram no andar de cima de um pub e a guitarra, o teclado e o vocal iam no mesmo amplificador, pois não tinham muitos recursos. Chegaram a fazer algumas apresentações, e Eric permaneceu na banda até agosto do mesmo ano.

O surgimento de Clapton

Ainda em 63, passou a integrar a banda Yardbirds, que começava a fazer sucesso na Grã-Bretanha. O empresário da banda e grande entusiasta do blues chamava-se Giorgio Gomelsky. Giorgio tinha aberto um lugar chamado CrawDaddy Club, no velho Station Hotel, em Richmond. A banda que residia o local nas noites de domingo era a recém-formada Rolling Stones. Lá Eric conheceu Mick, Keith e Brian em seu período de gestação, quando tocavam apenas R&B. Entrou na banda Yardbirds depois de ser alertado por seu então amigo Keith Richards, do Rolling Stones de que o guitarrista Topham estava prestes a desistir da banda. Com o passar do tempo, os Yardbirds foram alternando seu estilo para o ritmo Pop, o que desagradava a Eric. Sendo assim, fiel à suas raízes no blues, recusou-se a seguir a direção escolhida pelo grupo, e acabou saindo em março de 1965, após a saída de Clapton a banda ainda teria mais 2 grandes guitarristas como integrantes, sendo o primeiro Jeff Beck, e depois Jimmy Page. Depois de um tempo em empregos temporários, entrou para a John Mayall & the Bluesbreakers, estabelecendo seu nome como músico de blues e inspirando o fanatismo de jovens que pichavam Londres com a inscrição "Clapton is God" ("Clapton é Deus").
Ele largou os Bluesbreakers em 1966 e então formou o Cream, um dos primeiros "power trios" do rock, com seus amigos Jack Bruce e Ginger Baker, este, a pedidos de Eric à Jack Bruce. Foi nessa época que Eric começou a desenvolver-se como cantor, embora Bruce, um dos melhores vocalistas do rock, fizesse a maioria dos vocais.
No final de 1966 o status de Clapton como melhor guitarrista da Grã-Bretanha foi abalado com a chegada de Jimi Hendrix. Hendrix compareceu a uma das primeiras apresentações do Cream, no London Polytechnic em 1 de outubro de 1966, e tocou uma jam com a banda durante "Killing Floor". Eric imediatamente percebeu que havia ganho um imbatível adversário, cujo carisma era igualado somente por sua incrível técnica na guitarra. Os primeiros shows de Hendrix no Reino Unido foram assistidos pela maioria dos astros da música britânica, incluindo Clapton, Pete Townshend e os Beatles. A chegada do americano teria um impacto profundo e imediato na próxima etapa da carreira de Clapton.

Embora o Cream seja apresentado como um dos melhores grupos de sua geração, a banda teve vida curta. As lendárias brigas internas - especialmente entre Bruce e Baker - aumentaram a tensão entre os três integrantes, levando ao fim do trio. Outro fator significante foi uma crítica pesada da revista Rolling Stone de um dos shows do Cream, o que afetou Clapton profundamente.
Goodbye, álbum de despedida da banda, apresentava faixas ao vivo gravadas no Royal Albert Hall, assim como a versão de estúdio de "Badge", composta por Eric e George Harrison.
A amizade próxima dos dois resultou na performance de Clapton em "While My Guitar Gently Weeps", lançada no White Album dos Beatles. Ao acompanhar de perto o sofrimento da esposa de Harrison, Pattie Boyd, que vivia abandonada em razão do interesse do marido pela cultura hindu, Eric acabou se apaixonando. E o sofrimento por amar a mulher de seu melhor amigo o inspiraria a compor uma das suas canções mais conhecidas: "Layla".
Uma segunda participação em outro super grupo, o Blind Faith (1969), com Baker, Steve Winwood e Rick Grech, resultou em um álbum estupendo e uma turnê norte-americana financeiramente proveitosa. Já aí Clapton estava cansado de sua fama e do burburinho que cercava o Cream e o Blind Faith, além de ter ficado profundamente afetado pela música do The Band – com o qual de fato ele já havia pedido para se juntar depois do fim do Cream. Clapton então decidiu ficar um pouco nas sombras, e passou a viajar em turnê como convidado do grupo americano Delaney and Bonnie and Friends. Ele tornou-se amigo íntimo de Delaney Bramlett, que o encorajou a voltar a compor e a cantar.


Solo

Usando a banda de apoio de Bramletts e um elenco estelar de músicos de estúdio, Clapton lançou seu primeiro disco solo em 1970, que trazia uma de suas melhores composições: "Let It Rain".
Se apropriando da seção rítmica do Delaney & Bonnie – Bobby Whitlock (teclado, vocais), Carl Radle (baixo) e Jim Gordon (bateria) – ele formou uma nova banda com a intenção de contrastar com o culto de "estrelismo" que crescera a sua volta e mostrar Clapton como um integrante no mesmo patamar dos demais. Isto tornou-se ainda mais evidente com a escolha do nome – Derek and the Dominos – que veio de uma piada nos bastidores do primeiro show da banda.
Trabalhando no Criterion Studios em Miami com o produtor Tom Dowd, a banda gravou um brilhante álbum duplo, hoje em dia considerado como a obra-prima de Clapton: Layla and Other Assorted Love Songs. A maioria do material, incluindo a faixa título, foram inspirados pelo conto árabe Majnun e Layla e mostravam o grande amor não declarado de Clapton por Patti Harrison. "Layla" foi gravada em duas sessões distintas; a seção de abertura na guitarra foi gravada primeiro, e para a segunda seção, o baterista Jim Gordon compôs e tocou o elegante trecho ao piano.
Mas a tragédia marcou o grupo durante sua breve carreira. Durante as sessões, Clapton ficou devastado com a notícia da morte de Jimi Hendrix; a banda gravou uma versão tocante de "Little Wing" como um tributo a ele, adicionando-a ao álbum. Um ano depois, Duane Allman morreu em um acidente de motocicleta. Contribuindo mais para o sofrimento de Clapton, o álbum Layla receberia somente algumas poucas críticas neutras quando de seu lançamento.

Drogas e álcool


O esfacelado grupo resolveu iniciar uma turnê norte-americana. Apesar da admissão posterior de Clapton de que a turnê ocorreu em meio a uma verdadeira orgia de drogas e álcool, aquilo acabou resultando em um poderoso álbum ao vivo, In Concert. Mas o grupo se desintegraria pouco tempo depois em Londres, na véspera da gravação de seu segundo LP de estúdio. Embora Radle tenha continuado a trabalhar com Clapton por vários anos, a briga entre Eric e Bobby Whitlock foi aparentemente feia, e eles nunca mais voltariam a tocar juntos. Outra trágica nota de rodapé para a história do Dominos foi o destino de seu baterista Jim Gordon, que sofria de esquizofrenia não-diagnosticada – anos depois, durante um surto psicótico, ele mataria a própria mãe a marretadas, sendo confinado em um hospício, onde permanece até hoje.
Apesar de seu sucesso, a vida pessoal de Clapton encontrava-se em estado deplorável. Além de sua paixão por Pattie Boyd-Harrison, ele parou de tocar e se apresentar e tornou-se viciado em heroína, o que resultou em um hiato em sua carreira. A única interrupção notável desse hiato foi sua participação no Concerto para Bangladesh - organizado por George Harrison - e, depois, pelo "Rainbow Concert", organizado por Pete Townshend do The Who para ajudar Clapton a largar as drogas.
Clapton devolveu a gentileza ao interpretar o "Pregador" na versão cinematográfica de Tommy em 1975; sua aparição no filme (tocando "Eyesight To The Blind") é notável pelo fato de ele estar claramente usando uma barba falsa em algumas sequências – o resultado de ele impensadamente raspar sua barba entre as gravações!
Relativamente limpo novamente, Clapton começou a organizar uma nova e forte banda, que incluía Radle, o guitarrista George Terry, o baterista Jamie Oldaker e as backing vocals Yvonne Elliman e Marcy Levy. Eles viajaram em turnê ao redor do mundo, posteriormente lançando o soberbo E.C. Was Here (1975).
Clapton lançou 461 Ocean Boulevard em 1974, álbum mais enfatizado nas canções ao invés de sua técnica na guitarra. Sua versão de "I Shot The Sheriff" foi um grande sucesso, sendo importante ao apresentar o reggae e a música de Bob Marley para um público mais extenso. Ele também promoveu o trabalho do cantor-compositor-guitarrista J.J.Cale.
Eric continuou a gravar e a fazer turnês regulares, mas a maioria de seu trabalho desta época foi deliberadamente mais calmo, fracassando em obter a mesma repercussão do início de sua carreira.

Maré de azar

Em 1976, Clapton foi o centro de polêmicas devido a acusações de racismo, ao protestar contra a imigração crescente durante um show em Birmingham. Clapton disse que a Inglaterra estava "se tornando superpopulada" e implorou para que a platéia votasse em Enoch Powell para impedir que a Grã-Bretanha virasse uma "colônia negra". Seus comentários motivariam diretamente a criação do evento Rock Against Racism. Apesar do impacto negativo em sua carreira e reputação, Clapton sempre se recusou a diminuir o episódio e negou que havia alguma contradição entre seu ponto de vista político e sua carreira baseada essencialmente num formato musical criado pelos negros. Nesta mesma época, seu nome começou a aparecer em álbuns lançados no Japão como "Eric Crapton" ("Crap" significa "fezes", em inglês), embora isso seja provavelmente mais um caso de "engrish" do que de malevolência.
O final dos anos 1970 viu um Clapton com dificuldades de se acertar com a música popular, causando uma recaída no alcoolismo que o levou a ser hospitalizado e depois internado para um período de convalescência em Antígua, onde ele mais tarde apoiaria a criação de um centro de reabilitação existente até hoje, chamado Crossroads Center, e, mais tarde, criou um evento chamadoCrossroads Guitar Festival, que visava arrecadar dinheiro para contribuir com o tratamento dos dependentes de drogas. Em 1985 Clapton conheceu Yvone Khan Kelly, com quem ele começaria um relacionamento. Eles tiveram uma filha, Ruth, que nasceu no mesmo ano. Clapton se divorciaria de Yvone Khan Kelly em 1988.
No começo dos anos 1990, a tragédia voltaria a atormentar a vida de Clapton em duas ocasiões. No dia 27 de agosto de 1990 o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente dehelicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Um instantâneo da dor de Clapton pôde ser visto com a canção "Tears In Heaven", My Father's Eyes (Pilgrim, 1998) e Circus Left Town (Pilgrim, 1998).

Slowhand ressurgindo

Assim como MTV Unplugged (vencedor do Grammy em 1993), seu álbum From The Cradle trazia várias versões de antigos sucessos do blues, dando destaque a seu estilo econômico no violão. Em 1997, ele gravou um álbum de música eletrônica sob o pseudônimo de TDF, Retail Therapy, terminando o século XX com aclamadas parcerias com Carlos Santana e B. B. King.
Em 1999, Clapton, então com 56 anos, conheceu a artista gráfica Melia McEnery, 25, em Los Angeles enquanto trabalhava em um álbum com B. B. King. Eles se casaram em 2002 e tiveram três filhas, Julia Rose (2001), Ella May (2003) e Sophie, nascida em 2005.
Tão conhecido quanto Clapton é o seu costume de usar uma variedade de guitarras. No começo de sua carreira, ele usava uma Gibson Les Paul do final dos anos 1970, sendo parcialmente responsável pela reintrodução do estilo original da Les Paul pela Gibson.
Mais tarde, Clapton começou a usar Stratocasters da Fender. A mais famosa de todas as suas guitarras foi Blackie, montada com pedaços de várias Strats e que ele usou até os anos 1990, Depois, por medo de danificá-la, guardou em casa, e não a levou mais aos palcos. Por fim, Clapton se desfez da "Blackie" por U$959,500 no leilão organizado pela Christie's de Nova York, em benefício do centro de reabilitação Crossroads.
Em 1988, Clapton foi honrado pela fábrica de guitarras Fender com a introdução de uma Stratocaster feita sob medida para ele, juntamente com Yngwie Malmsteen. Aquelas foram as primeiras guitarras modeladas para artistas na famosa série "Signature" da Stratocaster, que desde então incluiu modelos para Jeff Beck, Buddy Guy e Stevie Ray Vaughan, entre outros.
Em 1999, Clapton levou a leilão parte de sua coleção de guitarras para levantar fundos para o Crossroads, centro de reabilitação para viciados que ele fundou na Antígua em1997. O montante total conseguido no leilão pela Christie’s foi de U$7,438,624.
Em 3 de novembro de 2004, Clapton é condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE).

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