Análise Musical: Dance of Death

22 de dezembro de 2011

Ei galera! Bom, o blog andou um pouco parado devido a minha falta de tempo, fim de ano é sempre muito corrido. Mas hoje estou de volta e com um quadro novo no blog, Análise Musical, nele vou fazer análise de algumas letras de música, falar um pouco da história da letras e algumas curiosidades.
A letra que eu escolhi para iniciar com o quadro é Dance of Death do Iron Maiden.
Não conheço todas as músicas do Iron Maiden, mas das que conheço, Dance of Death é uma das que me desperta uma curiosidade. Sempre que escuto a música, já passa um clip na minha mente, com cenas que me vêem ao ouvir a letra. Enfim, esse será um quadro que vai me fazer pesquisar bem sobre bandas, fatos históricos, e acontecimentos (coisa que gosto muito! haha) pra que eu não fale nenhuma "besteira" pra vocês.

Mas vamos ao que interessa!
O álbum Dance of Death foi lançado em 2003, e não foi um álbum muito inovador, não trouxe nada de muito grandioso, foi um álbum feito exclusivamente para os fãs do Iron. Ele foi o segundo album lançado após a volta do Bruce. Particularmente eu acho um álbum bom, tirando a capa, que é uma das menos criativas e não faz jus ao conteúdo musical. Enfim, vamos parar de falar do álbum e vamos à música.

Com o mesmo nome do álbum, Dance of Death é a quinta faixa do disco, letra de Janick Gers e Steve Harris. Tenho que ser honesta e dizer que já ouvi essa música muitas e muitas vezes, e ela me fascina,  sei que ela não chega aos pés dos grandes sucessos do Iron como Fear of the Dark, Hallowed be by the Name e outras, mas quando escuto Dance of Death sinto uma conexão diferente com a música.
Pra quem nunca ouviu...



Vou colocar apenas a tradução da letra, porque é a parte que mais interessa:

Dança da Morte

Deixe-me contar uma história de arrepiar
Sobre uma coisa que eu vi
Uma noite vagando pelos pantanais
Eu tinha bebido um drinque, nada mais


Eu estava divagando, aproveitando a brilhante luz da lua
Olhando as estrelas
Não percebi a presença tão perto de mim
Observando cada movimento meu


Com medo eu cai de joelhos
Enquanto alguém correu de trás das árvores
Levou-me para um lugar profano
E foi lá que eu cai em desgraça


Então eles me invocaram para juntar-me a eles
À dança dos mortos
Para dentro do círculo de fogo eu os segui
Para o centro eu fui levado


Como se o tempo tivesse parado
Eu ainda estava entorpecido pelo medo mas eu ainda queria ir
E as chamas do fogo não me feriram
Enquanto eu andava sobre o carvão


E eu senti que estava em transe
E meu espírito foi levado de mim
Se alguém ao menos tivesse a chance
De testemunhar o que aconteceu comigo


E eu dancei e eu pulei e eu cantei com eles
Todos tinham a morte em seus olhos
Figuras sem vida todos eles eram mortos-vivos
Eles vieram do inferno


Enquanto eu dançava com os mortos
Meu espírito livre estava rindo e uivando para mim
Sob meu corpo morto-vivo apenas dançava o círculo dos mortos


Até que chegou a hora de nos reunirmos
Meu espírito voltou para mim
Eu não sabia se estava vivo ou morto
Enquanto os outros juntavam-se a mim


Por sorte uma confusão começou
E desviou a atenção de mim
Quando eles desviaram o olhar de mim
Foi o momento em que fugi


Corri como nunca, mais rápido que o vento
Mas eu não olhei para trás
Uma coisa que eu não me atreveria
Era olhar apenas para frente


Quando você sabe que sua hora chegou
Você sabe que estará preparado pra isso
Diga seu último adeus para todos
Beba e reze por isso


Quando você está deitado em seu sono, quando você está deitado em sua cama
E você acorda de seus sonhos para ir dançar com os mortos
Quando você está deitado em seu sono, quando você está deitado em sua cama
E você acorda de seus sonhos para ir dançar com os mortos


Sobre este dia eu acho que nunca saberei
Por que eles me deixaram partir
Mas eu nunca mais irei dançar
Até que eu dance com os mortos.

Vamos agora a análise.
Pesquisei bastante pela internet. Dance of Death, ou Dança da Morte ou também Dança Macabra, fala sobre uma pintura chamada  'A morte de Lübeck'.
Feita por Bernt Notke, mostrava a morte, em uma sequência com 24 seres humanos, de todas as classes sociais, do Papa ao camponês, dançando com a morte, sutilmente representada por esqueletos. A pintura tinha 30 metros de comprimento, composta por imagens e textos. Ela foi destruída durante a 2° Guerra Mundial, que era apenas uma cópia da medieval original de 1463.A Pintura apresentava a morte muito animada e ágil, dando a impressão de que todos os esqueletos estivessem realmente dançando, e seus parceiros desajeitados e passivos.

A ligação entre a música e a pintura é a seguinte: no início o "personagem" em questão quer contar uma história, sobre uma coisa que ele viu. Ele havia bebido, e não sabia se isso havia influenciado ou não no que ele havia visto ou presenciado. Ele estava andando por um pântano, e percebe que está sendo observado, sendo seguido.
Com medo, ele cai de joelhos, onde então ele é levado para um local profano, lá ele cai em desgraça, quer dizer que nesse instante ele morre.
"Então eles me invocaram para juntar-me a eles
À dança dos mortos"
Seu espírito é invocado para a dança dos mortos, todos dançam envolta do círculo de fogo. O tempo havia parado, ele tinha medo de acompanhar aquelas pessoas e sua dança, ele se sentia entorpecido, mas ele queria ir.
A certeza de sua morte vem com o seguinte trecho:
"E as chamas do fogo não me feriram
Enquanto eu andava sobre o carvão"



Ele percebe que morreu, e sente que seu espírito foi levado. Ele sabia que aquelas pessoas também já haviam morrido.
"E eu dancei e eu pulei e eu cantei com eles
Todos tinham a morte em seus olhos
Figuras sem vida todos eles eram mortos-vivos
Eles vieram do inferno

Enquanto eu dançava com os mortos
Meu espírito livre estava rindo e uivando para mim
Sob meu corpo morto-vivo apenas dançava o círculo dos mortos"
Morto ele se sentia livre, então se entregou à dança dos mortos. Quando chega o momento em que vão se reunir há uma confusão, desviando a atenção que havia sobre ele, é quando ele percebe que pode fugir, fugir da morte e corre. Corre o mais rápido que pode, tentando salvar sua vida. Ele não se atrevia a olhar para trás, ele tinha que salvar sua vida. 
A música trata como se fosse um experiência de quase-morte, assim que eu vejo. 
Ele morreu, mas voltou a vida, porque ainda não era a hora de sua morte.
É como se fosse um recado, aproveite enquanto pode.
Não era a hora dele morrer, por isso voltou. 
Quando dormimos, "morremos" por um tempo, mas voltamos à vida. Dormir para sempre é morrer e dançar com a morte. 
Ele não havia morrido naquele dia, ele não "dançaria" novamente, até dançar de novo com a morte.
Todos um dia morrerão, todos um dia dançarão com a morte, e como diz na música, quando sua hora chegar, você deve estar preparado para isso, dar um ultimo adeus a todos e vá dançar com a morte.

Vamos Votar! T4F realiza enquete para saber quais bandas o público quer ver em 2012 no Brasil

20 de dezembro de 2011

A produtora T4F fez uma enquete no Facebook. E a pergunta é a seguinte: "Em 2011 tivemos muitos shows imperdíveis no país. Mas em 2012 que mandam: quais artistas vocês querem ver ano que vem ao vivo no Brasil?"
A enquete tem vários artistas, dentre eles, varias bandas de Rock, como: Black Sabbath, Metallica, Bon Jovi, Pearl Jam, KISS, U2, Aerosmith, Green Day, Avenged Sevenfold e até a banda de JRock (Rock japonês) LUNA SEA.

Vamos votar galera!!!
Vote aqui!
 
 
Fonte: Whiplash!

Hole - Nobody's Daughter

14 de dezembro de 2011
Hole – Nobody’s Daughter pode ser resumida em “explosão de força”. Neste álbum, Courtney Love prova que seu legado vai muito além do título “mulher de Kurt Cobain”. A produção, com influência de Bob Dylan, também foi inspirada em  R.E.M., Radiohead, U2 e Fleetwood Mac, segundo Love, foi lançada em 27 de abril de 2010.
A faixa inicial, “Nobody’s Daughter” que leva o nome na capa, faz parte das Rehabs Demos, músicas criadas por Courtney durante a reabilitação pelo uso de drogas, fato relacionado a crise que afetou seu último disco e causou o rompimento da antiga formação de Hole.  Silenciada, dopada, trancafiada, Love compacta todos os sentimentos nessa música. Um bom arranjo de guitarra, voz suave, Nobody’s Daughter revela o caráter auto-biográfico do disco.
A segunda faixa, Skinny Little Bitch, chega ainda mais revoltada e é o primeiro single da banda Hole em dez anos. Letra suja, Courtney deve ter dado boas risadas enquanto fazia. O grito final da música, prefiro caracterizar como dramático, como “vamos zuar mais um pouco”. Em seguida, temos “Honey”, mais acústica, leve e mais que adequada para darmos uma respirada de toda a agitação. A letra nos dá uma leve impressão de que foi escrita inspirada em Kurt Cobain...
A quarta música “Pacific Coast Highway”, também uma música tranqüila, mas forte e melancólica.  Ao contrário da maioria das músicas do disco, essa nos revela o lado frágil e melancólico dessa personalidade tão conflitante. Samantha é animada e fica ainda mais enérgica quando todas as vozes se juntam para gritar “People like you, people like me...”. O ritmo de fundo é o mesmo na maior parte da música, o que de jeito nenhum a torna monótona.
Depois, Someone Else's Bed entra como mais uma das faixas calmas do CD, meio previsível, mas agradável. For Once in Your Life parece uma canção de ninar daquelas que contam histórias para as crianças, mas, no caso, uma canção triste, trágica e acima de 18. Alías, a maioria das músicas do álbum falam sobre garotas perdidas com suas vidas complicadas, como o próprio título diz, “filhas de ninguém”.
A oitava faixa, Letter to God, considero a mais comovente. Sua letra é como uma carta de suicídio, uma tentativa, uma alma perdida a procura de Deus. A batida começa lenta, e vai se alterando sensivelmente com o passar da música, ficando mais encorpada somente depois de um minuto. Loser Dust chega para quebrar a rotina e acelera. Nela, encontramos o que há é habitual da Courtney, muitos gritos e chingamentos que contagiam. Só ela pra conseguir ser doce e amarga ao mesmo tempo.
How Dirty Girls Get Clean foi o primeiro esboço do album, ou seja, uma das Rehabs Demos. Definitivamente é a minha favorita. Começa rápida, com uma guitarra veloz, voz rouca... e depois acelera ainda mais, mantendo a vibe pesada.. Por fim, Never Go Hungry nos teletransporta pra uma fogueira de acampamento. Essa é única música que lembra um pouco da música folk de Bob Dylan, mais acústica e melódica.
Enfim, Nobody's Daughter marca a volta da banda Hole (Apesar de ter apenas Courtney Love como integrante original) em grande estilo. Alternativo, pop... Mas ainda assim rock'n roll. Vale cada centavo.

Procura-se novas colaboradoras!

12 de dezembro de 2011

Isso  mesmo Ladies! Estou à procura de novas colaboradoras para o blog. Não estou conseguindo postar com frequência, e não quero deixar o blog morrer aos poucos, por isso vou recorrer à outras escritoras para o blog.
O critério de escolha é único e simples: gostar de rock de VERDADE!
Quem estiver disposta a escrever para o blog, basta deixar um comentário com o seu email, que entrarei em contato!
=)

Documentário: Heavy Metal, mais barulhento que a vida

30 de novembro de 2011
Esse é o tipo de documentário que todo metaleiro/ headbanger deveria ver! Até mesmo quem não gosta deveria ver, porque o metal, se transformou mais do quem estilo musical, e sim uma cultura, um estilo de vida. E para entender melhor do assunto, nada melhor do que ver os grandes nomes do Metal dando seus depoimentos. Enfim, chega de blá blá blá e assistam.

Sinopse (por Thiago Cardim):
Produzido por Jim Parsons (do programa especializado em metal "Headbanger's Ball", da MTV norte-americana) e dirigido por Dick Carruthers (cineasta responsável por DVDs de bandas como Led Zeppelin, White Stripes e Aerosmith) o documentário mescla cenas de clipes de diversas eras - sempre é divertido relembrar como o Rob Halford era quando ainda tinha cabelo - a uma série de entrevistas com membros (e ex-membros) de bandas variadas como Black Sabbath, Deep Purple, Kiss, Thin Lizzy, Rainbow, Dio, Scorpions, Judas Priest, Whitesnake, Motörhead, Metallica, Anthrax, Testament, Overkill, LA Guns, Ratt (Stephen Pearcy), Napalm Death, Korn, Static X, God Forbid e até as meninas do Kittie e do The Donnas.

Também prestam depoimento alguns produtores (como Kevin Shirley, a onipresente figura responsável pelas bolachas do Maiden), jornalistas (Metal Hammer, Kerrang), pessoal das gravadoras especializadas (Roadrunner, Megaforce, Century Media) e até um psicólogo, veja você. Além de Snider, é claro, o dono das frases mais divertidas e memoráveis. Talvez cause alguma polêmica ainda a última meia-hora da película, que trata justamente do cabeludo e espinhoso assunto do surgimento do "new metal" e o fato de centrar forças apenas na cena americana.

Vou disponibilizar o documentário em partes que eu achei graças o Santo Youtube! 
Bom, ficou um pouquinho grande, mas não deixem que isso desanime você de ver!

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Parte 12



O Guns N´Roses AINDA não acabou

29 de novembro de 2011


Desde sua aparição no Rock in Rio desse ano, uma grande polêmica se estabeleceu entre sites, blogs e fãs de rock. Todo mundo querendo dar sua “opinião” de como o Guns N´Roses chegou ao seu fim. Eu como mais uma fã de Guns, não poderia deixar de defender meu ponto de vista também.
Eu conheci o Guns N´Roses, em 2001, em sua participação no Rock in Rio. Aos 11 anos, vendo a transmissão do Rock in Rio pela Globo, descobri com o Guns N´Roses, o quanto o Rock era um estilo musical fantástico.
Hoje em dia, muita gente me diz que em 2001, Axl Rose estava em sua pior fase. Mas e daí? Para mim aquele show apoteótico do Guns N´Roses, e sua formação esquisita me fez apaixonar de cara pela “banda mais perigosa do mundo”. Pirotecnia, a poeira levantando pelo público e enfim, era Guns N´Roses.
Com o tempo, fui adquirindo conhecimento pelo Guns, conheci o Appetite for Destruction, e sua formação clássica. E hoje posso dizer que sou muito fã de Guns N´Roses. Foi a minha primeira banda, e a mais intensa.
O que eu não entendo é o quanto essa formação atual atinge a percepção das pessoas. Entendo que muita gente vê o Guns N´Roses como: Axl, Slash, Duff, Izzy e Steven. O que as pessoas esquecem é que praticamente todas as bandas mudam de formação, o Iron Maiden deixou de ser Iron Maiden quando o Bruce Dickinson saiu?! O Black Sabbath deixou de ser Black Sabbath com a saída do Ozzy? O Deep Purple é foda, e já teve 14 membros diferentes.
Com o Guns N´Roses, não seria diferente. Podemos dizer que a sua atual formação nada se compara à formação clássica, mas não é um motivo para dizer que a banda acabou. O Chinese Democracy não é seu melhor álbum, mas é melhor do que alguns que foram feitos nos anos de ouro da banda.
Admiro a atitude do Axl de manter a banda, e não deixar o espírito “gunner” morrer, quando todos os outros ex-integrantes iniciaram novos projetos. A polêmica sempre esteve presente na trajetória do Guns e na história de Axl Rose, então não seria diferente dessa vez.
Dizem que o Guns N´Roses virou uma banda cover de si mesma, mas quem diz isso, esquece que os nomes dos novo integrantes também estarão escritos na biografia da banda. Eu prefiro a formação original, mas não desprezo a atual. Eu estive no Rock in Rio, e vi e fiz parte do quanto o Guns ainda tem o poder de fazer milhares de pessoas passarem horas em pé na chuva e no frio para assistir a banda de perto.
De casa, as pessoas que assistiam pela tv, podem ter achado um show frio, mas quem estava lá sabe o quanto a plateia foi ao delírio, mesmo com os erros, a banda conseguiu engatar os clássicos da banda, e fazer o publico pular em cada refrão.
Pouca gente para pra entender a história do Guns, ouvem “Welcome to the jungle” do Appetite for Destruction, e depois escutam “Better” do Chinese Democracy e metem o pau. Bandas mudam, amadurecem, saem integrantes e entram novos e tem seus altos e baixos.
Mesmo com o mundo inteiro dizendo que o Guns acabou, ela continua sendo uma das bandas mais influentes da atualidade, um exemplo disso, o Chinese Democracy foi um dos vinis mais vendidos do ano de 2011. O Chinese Democracy reflete a atualidade do Guns, a personalidade “incompreendida” de Axl Rose.
O que os “críticos” não entenderam foi que integrantes passam, mas os clássicos permanecem.
Quem é fã de Guns, continua sendo fã, sem Slash, Duff, Izzy e Steven.

A declaração de Edu Falaschi

8 de novembro de 2011
Um amigo me mandou um link de um vídeo em que o  Edu Falaschi (para os desavisados, vocalista do Almah e Angra) declara a morte do metal brasileiro. Edu soltou o verbo nesta entrevista feita após o show do Almah no show celebrando o Dia do Metal Nacional, que ocorreu dia 6 de Novembro, com as bandas Shaman, Hibria, Hangar, Almah e outras.
As críticas de Edu se direcionam ao público brasileiro por não apoiar as bandas brasileiras.
Confiram o vídeo!

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